Guerreira da Luz

A guerreira da luz aprendeu que Deus usa a solidão para ensinar a convivência. 
Usa a raiva para mostrar o infinito valor da paz.
Usa o tédio para ressaltar a importância da aventura e do abandono. 
Deus usa o silêncio para ensinar sobre a responsabilidade das palavras. 
Usa o cansaço para que se possa compreender o valor do despertar. 
Usa a doença para ressaltar a benção da saúde. 
Deus usa o fogo para ensinar sobre a água. 
Usa a terra para que se compreenda o valor do ar. 
Usa a morte para mostrar a importância da vida.

Paulo Coelho (versão feminina)


Pegadas na areia


Plena de Tudo

Que minha solidão me sirva de companhia 
Que eu tenha a coragem de me enfrentar 
Que eu saiba ficar com o nada 
E mesmo assim me sentir 
Como se estivesse plena de tudo.

Clarice Lispector



Decepção


O Maior dos Sofrimentos

Saudade é solidão acompanhada 
É quando o amor ainda não foi embora 
Mas o amado já 

Saudade é amar um passado que ainda não passou 
É recusar um presente que nos machuca 
É não ver o futuro que nos convida 

Saudade é sentir que existe o que não existe mais 
Saudade é o inferno dos que perderam 
É a dor dos que ficaram para trás 
É o gosto de morte na boca dos que continuam 

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade 
Aquela que nunca amou 
E esse é o maior dos sofrimentos 
Não ter por quem sentir saudades 

Passar pela vida e não viver 
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Pablo Neruda

...SÓ...


Me sinto triste, eis que bate a solidão
Me sinto só, eis que bate a tristeza
Já não suporto mais a dor em meu coração
A chama já não está mais acessa

Está tão escuro
Dói meu coração
Já não tenho mais você
Foi tudo uma ilusão
Me sinto fraco, você era minha força
E agora que você não está mais comigo
Será que algum dia você esteve?

Sinto a triste solidão da diferença, a dor por enxergar além
Sou um ser só
Estou triste e só por sentir a vida como ninguém sente
Por pensar o que ninguém pensa

Finalmente, estou triste e só
Só e triste
Pois sinto a falta de um amor
De alguém para me amar acima de tudo
Sinto falta de você minha linda flor
Será que você existe?
Onde está esse alguém
Alguém para sermos um só
Pra ser eu e você, você e eu
E mais nada
Para sermos o mundo, a vida, a alegria um do outro
Me sinto só
Amei de todo meu coração
E não me amaram da mesma forma
Me mentiram
Me traíram
Me enganaram
Me machucaram o coração


Eu só queria alguém, alguém que me amasse de verdade
Alguém que me amasse mais do que tudo
Alguém que enxergasse a realidade
Alguém que precisasse de mim para viver
Assim como minha vida precisa de alguém
Queria alguém para sentir a vida junto comigo

Só queria alguém, que me amasse mais do que tudo
Para sermos um só
Para compartilhar a vida, para estar sempre ao lado, acima de qualquer coisa
Só queria um grande, sincero, verdadeiro e maior que tudo Amor!

Porque....Não Sei...

Às vezes não sei o que acontece comigo
fico de saco cheio de tudo
fico sem paciência pra nada
implico com qualquer coisa e qualquer um
fico sem vontade de nada
não entendo o porque disso acontecer
ou talvez eu até saiba e não queira falar na verdade
não esteja afim de conversar sobre isso
ou sobre certas coisas
mas também pode ser que eu queira desabafar
e explodir de uma vez...
ainda não sei...
espero descobrir...

LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

(Cecília Meireles)
 

Nunca morri, apenas adormeci perante a vida!

Não,nunca morri,
apenas adormeci
perante a Vida!

Quando acordei
questionei
os sonhos havidos,
a sua razão,
o meu optimismo,
a minha esperança,
a minha doação.

Deixei
o tempo correr;
em cada instante
oportunidades perdidas,
mas valeu a pena
este percurso de Vida,
porque acordei a tempo
de recuperar
o tempo adormecido
e ter-te conhecido!

José Manuel Brazão



...ssshhhh....

Palavras


Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


Alexandre O'Neill

Fernando Pessoa

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!


A concha


A minha casa é concha. Como os bichos 
Segreguei-a de mim com paciência: 
Fechada de marés, a sonhos e a lixos, 
O horto e os muros só areia e ausência. 

Minha casa sou eu e os meus caprichos. 
O orgulho carregado de inocência 
Se às vezes dá uma varanda, vence-a 
O sal que os santos esboroou nos nichos. 

E telhadosa de vidro, e escadarias 
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso! 
Lareira aberta pelo vento, as salas frias. 

A minha casa... Mas é outra a história: 
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço, 
Sentado numa pedra de memória.

Vitorino Nemésio 

Verdes são os campos


Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gado que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis,
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões 

Ode ao Gato

Tu e eu temos de permeio
a rebeldia que desassossega,
a matéria compulsiva dos sentidos.
Que ninguém nos dome,
que ninguém tente
reduzir-nos ao silêncio branco da cinza,
pois nós temos fôlegos largos
de vento e de névoa
para de novo nos erguermos
e, sobre o desconsolo dos escombros,
formarmos o salto
que leva à glória ou à morte,
conforme a harmonia dos astros
e a regra elementar do destino.

José Jorge Letria, in "Animália Odes aos Bichos"

Sou

Sou o que sabe não ser menos vão
Que o vão observador que frente ao mudo
Vidro do espelho segue o mais agudo
Reflexo ou o corpo do irmão.
Sou, tácitos amigos, o que sabe
Que a única vingança ou o perdão
É o esquecimento. Um deus quis dar então
Ao ódio humano essa curiosa chave.
Sou o que, apesar de tão ilustres modos
De errar, não decifrou o labirinto
Singular e plural, árduo e distinto,
Do tempo, que é de um só e é de todos.
Sou o que é ninguém, o que não foi a espada
Na guerra. Um esquecimento, um eco, um nada.

Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"

Cabelos Brancos


Bem vinda seja a juventude que já não tenho,
De braços abertos recebo os dias mais maduros,
No expandir do espírito, e na decadência do corpo.
Morremos a cada momento, e isto é tudo.
Vivemos num confronto constante de vida e morte.
E disto tudo, o que haverá de restar?
Pois certa é apenas a incerteza de existir.
Não há nem porque sorrir ou chorar.
Havemos de ser saldos de racionalidade,
Tentaremos fugir das neuroses que nos causam o sentir,
E mesmo assim seria tolo não almejar o sentimento.
Vai além de nós o que almejamos ou queremos.
Pactuamos sem saber com os destinos, somos proféticos,
E por tanto haver por dizer, haverá sempre o não dito.
A palavra que ficou entre os lábios, perdida para sempre,
No fogo que ficou no olhar, em seu brilho belo e efémero.
No dia em que o sol exausto de luz cobriu-se de nuvens.
E veio o frio, e afeto esquecido não surgiu,
Não marcou encontro, perdeu-se na névoa de uma noite,
Onde etéreas brisas agasalharam as dores de uma vida,
E nem sonho ou pesadelos, apenas o prazer de dormir.
Descansar o corpo, leal companheiro de jornada,
Destinado a ser pó, pois do pó nasceu,
Aglutinou-se pela mágica da transcendência divina,
E não pediu explicações, existiu para depois morrer.
E diante do fato, do irrestrito ocorrido,
Já se faz tarde querer saber, estocar menos ignorância,
Na ínfima alegria que oculta-se nas entrelinhas. 
Gilberto Brandão Marcon
14/12/2011

Faces de Metal


Cultura transviada, gerações perdidas
Alienação no olhar, um rosto disforme
Metais brilhantes em faces distraídas
Flutuam em sonhos no escuro uniforme
Sementes abortadas, histórias não lidas
Placas anunciam em cores do informe
Iscas que fisgam alimentam as feridas
Do desejo que não quer ser pobre
Fones de ouvido silenciam a voz do mundo
Invadem o pensamento obscuro e vazio
No cotidiano que não se respira um segundo
Peles marcadas na cor de um desenho profundo
Cicatrizes do futuro de um tempo doentio
Lágrimas tardias fazem o espelho ser imundo

Murilo Celani Servo

Ilusão da Liberdade


Em direcção ao destino avanço inconsciente
Pelo caminho traçado escuro e indelével
Na sequência do roteiro que desenha meu presente
Em cenas que aos poucos desnudam todo o véu

Do mundo que o segredo, prende-me impotente
Nas mãos deste tormento onde a essência é cruel
Escondendo o meu sorriso na lei intransigente
Nos ditos de tuas regras em documentos de
papel

Em que o timbre torna a liberdade limitada
No carimbo da censura quando o pensar é revogado
Na lei que lhe convém e que me prende afogado

Na moral de tuas normas com a alma acorrentada
Na ilusão de estar vivendo livre e acordado 
Aos olhares que no tempo me enxergam vigiado


Murilo Celani Servo

Voz do anjo


Pode ser que seja sim
pode ser mais um não
de repente essa fresta
de luz floral
seja algum vão por onde
não escorregarei pra escuridão
Meu anjo me confesse
o caminho da plena luz
Meu anjo me cante novamente
com tua voz de mil sinos
aquela motivante canção
Doravante dou passos
para fora da tormenta
a sonhar e a sorrir
sempre com medo de escorregar
Anjo...
Com medo de cair!
Anjo...
Prostrada
em frente à uma árvore
mil ventos bagunçando o cabelo
eu na colina
alguém na campina
me vem ao encontro
Anjos, querubins e arcanjos
brilhantes asas celestiais
melodia do tinir de cristais
descendo as degraus do céu
espadas em suas mãos
uns carregando
vinho, peixe e o pão
Estou mesmo aqui
com sede e fome
precisando de direção
Espero-te sempre a sorrir
com medo de te perder
Anjo...
Com medo de cair!

Adeus, nada mais

Era chuva, que aumentou ao escorrer de minhas lágrimas, cujo o percurso de meu rosto era tão pequeno, que quis correr com as gotas d'água no chão.
Foste cedo, assim como dizem a todos que se vão, porém, diferente o tempo que esteves junto a mim, foi longo mas os pensamentos que eram tão pouco meus, impediram-me de dizer, o que gritava dentro de mim e que percebestes, só que o medo, tão nosso, impediu-nos. Hoje posso dizer-te, nestas palavras que são tão minhas, que o medo não tem passado, presente ou futuro, ele é apenas medo, mas nós temos e hoje vivo um passado de utópicas lembranças, e um futuro sem ti. E meu presente, é escrever estas linhas, para que o vento e o tempo levem estas palavras mal ditas, que um dia não pude dizer...


Autoria: CíceroTiago

Mulher

Onde encontraste tanta força
para, na dor, sorrir
para, na alegria, voos tão
altos alçar?
Onde encontraste tanta coragem
para mares abrir?
Onde encontraste esperança,
ao cair,
para reerguer-te e prosseguir?
Mulher,
Foste gerada assim...
Chuva no deserto,
sol em plena tempestade,
Dia e noite;
sol e luar
Para gerar, amar, lutar, sofrer,
viver e, sempre, recomeçar.
Mulher...
Sempre o mundo em ti
E sempre a voltar,
no destino de não ir
E sempre a ficar,
no desejo de partir.
Feridas,
por entre lágrimas e saudades
jamais vencidas,
Guerreira,
Te fizeste-te assim...
na emoção, a pura razão,
No chorar, a mais pura canção,
nas decisões, oceanos de emoções
E, no olhar, uma imensidão
de sonhos não atingidos,
desejos partidos,
atos incompreendidos
Mas, em puro e profundo Amor,
no recôndito do coração.
Mulher... eu, tu, nós...
Mulheres
Tudo ou nada,
Sempre renascendo, em cada estação.
E, por entre sensibilidades.


de Otelice Soares de Oliveira

A mulher...

Inspiração para os poetas,
exemplos para os filhos,
orgulho para os pais.
A mulher sexo frágil! Será?
Mulher mãe, mulher filha, tia e avó,
amiga nas horas difíceis,
companheira sempre disposta.
Capaz de fazer coisas inimagináveis pelos que ama e quando ama sabe demonstrar, com um brilho especial em seu olhar.
Procura mostrar seu valor,
mesmo que ninguém acredite luta por seus ideais,
quer seu espaço.
Foi-se o tempo em que a mulher era apenas “do lar”,
conquistou seu espaço no mundo antes liderado apenas pelos homens.
Com coragem e perseverança,
conquistou direitos,
mostrou a que veio e não parou.
Competente em tudo o que faz,
hoje pelo mundo há mulheres lideres,
governado países importantes como o nosso.
Mulheres, profissionais competentes,
corajosas, sonhadoras, amorosas,
frágeis e ao mesmo tempo fortes,
conquistando o mundo, provando seu valor.
Escrevendo suas historias a cada dia,
buscando sempre mais.
Em qualquer lugar do mundo,
acertando ou errando, mulher, sempre mulher.


de Isabel Godoy

"Palavras que ferem"


Daqueles cujo domínio próprio não controla
São como bisturi, ferem a aorta contundente.
Provocam grandes terremotos, vítimas fatais
Corações destroem, intrinsecamente.
Armas potentes, machucam, ferem
Envenenadas de puro rancor, deixam feridas.
Golpes premeditados duramente
Fazem sangrar, quando friamente proferidas. 
Quem as usa, tem consciência do mal feito.
Geralmente das regras e limites é conhecedor
Porem um prazer mórbido é sentido
Vendo no alvo do ódio, do sangue o sabor.
Ironicamente, não se dão conta os desatentos.
Os mesmos lábios que profetizam mansidão
Pregam o amor, falam de paz e harmonia.
Deixam marcas indeléveis, destroem coração. 
Ousam citar de Deus o nome, fria realidade.
E incapazes de perceber espontaneamente
O tronco que lhes atravessa o olho, e os cega.
Apontam o cisco, no olhar do semelhante.
Talvez, em nome de uma vingança infundada.
Quem sabe o coração ferido, seja o argumento.
E para pisar, esmagar e ferir brutalmente.
Só esperam por uma brecha, um momento. 
Quantos defeitos soterrados veríamos.
Pudéssemos a alma, em estado bruto sondar,
E remexendo escombros reconheceríamos.
Que apenas Deus tem poder para julgar.
Talvez , com nossos defeitos aparentes.
Pegaríamos à mão a esperar estendida.
E mesmo quando feridos e machucados
Entoaríamos apenas palavras de vida. 
10 janeiro 2008
22:22hrs
Glória Salles

A vida


A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração,sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam,calar-me para ouvir, aprender com meus erros,afinal, eu posso ser sempre melhor!
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar,a abrir minhas janelas para o amor.E não temer o futuro,A lutar contra as injustiças.Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade.Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar.
Charles Chaplin

SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ


Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:
Chore o quanto quiser, mas não brigue comigo.
Se não quiser chorar, não chore;
Se não conseguir chorar, não se preocupe;
Se tiver vontade de rir, ria;
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão;
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me;
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam;
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo...
E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
-"Foi meu amigo, acreditou em mim e sempre me quis por perto!"
Aí, então derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
Gostaria de dizer para você que viva como quem sabe que vai morrer um dia, e que morra como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu.
"Ser seu amigo, já é um pedaço dele..."
Chico Xavier

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein

«»«»«»


A amizade consegue ser tão complexa...
Deixa uns desanimados, outros bem felizes...
É a alimentação dos fracos
É o reino dos fortes

Faz-nos cometer erros
Os fracos deixam se ir abaixo
Os fortes erguem sempre a cabeça
os assim assim assumem-os

Sem pensar conquistamos
O mundo geral
e construimos o nosso pequeno lugar
deixando brilhar cada estrelinha

Estrelinhas...
Doces, sensiveis, frias, ternurentas...
Mas sempre presentes em qualquer parte
Os donos da Amizade...
desconhecido

...por mim...

Há pessoas que nos marcam para o resto da vida! Tu, deixas-te a tua tatuagem bem gravada no meu passado. Tem alturas em que me fazes recordar o bom, o mau e o que poderia ter sido!!!!!!!! Há razões por o qual o nosso destino tomou estradas diferentes mas esta ultima vez apanhou-me desprevenida no cruzamento... Gostava, um dia, nem que fosse no meu ultimo dia de vida, que a estrada termina-se e tu outra vez comigo!!! Que saudade...

Ausência


Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinícius de Moraes

A UM AUSENTE


Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
Carlos Drummond de Andrade